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Quando o presidente Rodrigo Paz promulgou o Decreto Supremo 5503 na véspera de Natal, certamente pensou que a sequência de feriados de fim de ano impediria os protestos que inevitavelmente se seguiriam. Além disso, o fato de ter agrupado uma série de medidas econômicas profundamente impopulares no mesmo decreto, que incluía, de forma proeminente, a eliminação dos subsídios aos combustíveis, causou inicialmente alguma hesitação, visto que a população, em geral, aceitava o argumento de que se tratava de uma medida necessária. Acrescentaríamos a ressalva de que é uma medida necessária sob o capitalismo.

Notícias veiculadas pela imprensa em 14 de janeiro revelaram que os Estados Unidos já estão procedendo à venda de petróleo venezuelano e controlarão o dinheiro arrecadado. Trata-se de um ultrajante acordo semicolonial que concede a Trump o controle sobre os recursos de um país formalmente soberano. Qual a resposta do governo venezuelano a essa chantagem?

Rosa Luxemburgo foi uma notável revolucionária marxista, que desempenhou um papel fundamental na luta contra a degeneração oportunista da social-democracia alemã e na fundação do Partido Comunista Alemão. Infelizmente, no entanto, alguns de seus escritos e discursos são frequentemente usados para criar uma imagem completamente falsa do que ela representava, apresentando-a como uma oponente de Lênin e dos bolcheviques.

Desde 3 de janeiro e o ataque criminoso do imperialismo norte-americano à Venezuela, os camaradas da Internacional Comunista Revolucionária (ICR) têm estado nas ruas e nos meios de comunicação, enfatizando que somente a resistência organizada da classe trabalhadora tem o poder de pôr fim ao imperialismo.

Os abutres imperialistas ocidentais estão rondando o regime iraniano. Donald Trump já ameaçou intervir no Irã três vezes desde o início dos protestos. Enquanto isso, o Estado israelense enviou mensagens ameaçadoras através da conta do Mossad em farsi no X, incluindo: “Vamos às ruas juntos. Chegou a hora. Estamos com vocês. Não apenas de longe e em palavras. Estamos com vocês também no terreno”.

Os eventos na Venezuela estão se desenrolando em ritmo acelerado após o ataque de 3 de janeiro e o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Os EUA estão agindo rapidamente para assumir o controle da Venezuela e de seus recursos naturais, enquanto o governo venezuelano parece relutante ou incapaz de reagir. Naturalmente, muitas perguntas estão sendo feitas.

A chegada do ano de 2026 não foi saudada pelo estouro de garrafas de champanhe, mas pelo som alegre de explosivos e luzes brilhantes que iluminaram as ruas adormecidas da capital venezuelana, proporcionando aos seus afortunados habitantes um espetacular show de fogos de artifício, totalmente gratuito, no meio da noite.

Em janeiro de 2025, o escritor italiano Ezio Gavazzeni reabriu um caso arquivado e horripilante ao apresentar uma denúncia à promotoria de Milão. O caso envolvia indivíduos ricos que viajaram para a Bósnia durante o cerco de Sarajevo e pagaram altas quantias em dinheiro para terem permissão de atirar em civis inocentes. Apenas por "diversão".

A agressão imperialista comandada por Trump na Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o bombardeio de instalações militares e civis em Caracas e outras cidades, o assassinato de mais de 80 pessoas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, é expressão consciente de uma política de dominação dos EUA que, no atual momento de disputa imperialista entre EUA e China, recorre abertamente à coerção militar, à chantagem econômica e à mentira sistemática. Sob o pretexto cínico do combate ao “narcoterrorismo” e da defesa da “democracia”, Washington busca restabelecer seu controle sobre riquezas naturais na região, em detrimento de seus rivais China e

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Em 29 de dezembro, a moeda iraniana, o rial, atingiu uma mínima histórica em relação ao dólar, desencadeando uma onda de protestos em Teerã, com grandes passeatas pelas principais ruas entoando palavras de ordem como: “Fechem, fechem!”, “Morte ao ditador!”, “Morte aos preços altos!” e “Esta é a mensagem final; o alvo é todo o regime”.

A criminosa incursão militar dos EUA na Venezuela e o sequestro de um chefe de Estado estrangeiro em exercício é a primeira manifestação prática da nova Estratégia de Segurança Nacional de Trump. Washington está determinado a estabelecer seu domínio sobre o Hemisfério Ocidental, que considera seu quintal, e a expulsar da região quaisquer "atores não hemisféricos", principalmente a China.

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, foi alcançado um novo patamar no histórico de crimes do imperialismo norte-americano contra a Venezuela e a América Latina. A força aérea estadunidense realizou um bombardeio selvagem sobre Caracas e outras cidades venezuelanas. Essa ação ocorreu depois de quatro meses de provocações abertas, com o envio de 20% das forças navais estadunidenses para o Caribe, do assassinato extrajudicial de mais de cem civis em águas internacionais por meio de bombardeios de pequenos barcos que supostamente transportavam drogas, do fechamento unilateral do espaço aéreo venezuelano, da incursão constante de aeronaves dentro de nosso espaço aéreo, do bloqueio naval e

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Às 2h da manhã, horário de Caracas, o imperialismo norte americano lançou um ataque militar criminoso em solo venezuelano. Há relatos de cerca de seis grandes explosões na capital, Caracas. Também ocorreram ataques militares em El Higuerote, Miranda, La Guaira e Aragua. Helicópteros militares norte americanos foram vistos sobrevoando Caracas. Trump anunciou que Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país. Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva da Venezuela, confirmou a informação. Isso é tudo o que se sabe até o momento.