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No sábado, 7 de março, doze presidentes de países latino-americanos se reuniram com Donald Trump na Flórida. O objetivo formal do encontro foi a assinatura da chamada Carta de Doral, que estabelece uma coalizão regional de segurança para combater os cartéis de drogas e conter a migração. O método proposto para alcançar esses objetivos é o uso da força militar.

Ehsan Ali e outros importantes dirigentes do Comitê de Ação Awami na região de Guilguite-Baltistão, administrada pelo Paquistão, foram presos mais uma vez. A Internacional Comunista Revolucionária está organizando uma campanha global para garantir a libertação dos camaradas, começando com um dia de ação global em 2 de abril. Liberdade para Ehsan Ali! Tirem as Mãos do Comitê de Ação Awami!

Quatro semanas após o início da guerra de agressão de EUA e Israel contra o Irã, os objetivos militares do imperialismo americano não apenas não foram alcançados, como parecem ainda mais distantes do que antes. Trump enfrenta uma situação impossível. Se ele minimizar as perdas e declarar vitória agora, isso representaria uma enorme humilhação para o imperialismo americano e um duro golpe pessoal. Mas qualquer tentativa de escalada estaria repleta de perigos e acarretaria sérios riscos, com escassas possibilidades de êxito. No momento, ele parece estar tentando fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Aproveitando uma oportunidade, em 22 de setembro de 1980, Saddam Hussein invadiu o Irã. As forças armadas iranianas haviam sido praticamente dissolvidas após a Revolução Iraniana de 1979, e a República Islâmica, com menos de um ano de existência, estava longe de ter consolidado seu poder. Os islamistas enfrentavam a árdua tarefa de reconstruir o Estado burguês iraniano, enquanto o poder permanecia, efetivamente, nas ruas.

O bloqueio petrolífero decretado por Trump em 29 de janeiro está sufocando lenta, mas inexoravelmente, Cuba, que depende da importação de petróleo para 60% de sua produção energética. O governo cubano admitiu que estão ocorrendo negociações com os Estados Unidos, mas estas acontecem em um contexto de extrema chantagem imperialista. Como defender a Revolução Cubana?

Cuba encontra-se hoje à beira de uma crise humanitária como consequência do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos e sua campanha imperialista de ameaças e ataques contra a América Latina, com o propósito de recuperar seu domínio sobre a região e remover seus adversários econômicos e políticos: Rússia e China.

O fato mais significativo do primeiro turno das eleições locais na França foi o altíssimo índice de abstenção (42,4%). Os políticos que se congratulam com um “aumento na participação” em comparação com as eleições de março de 2020 “esquecem” de mencionar que estas últimas ocorreram em meio à pandemia de COVID-19. Na realidade, há várias décadas observamos um aumento sistemático nos percentuais de abstenção: 21,6% em 1983, 30,6% em 1995, 36,4% em 2014 e 42,4% desta vez.

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque em grande escala dos EUA e de Israel contra o Irã, desferiu um golpe devastador na economia mundial. A Ásia, embora não tenha responsabilidade alguma pela aventura imprudente de Trump e Netanyahu, está entre as mais afetadas pelas consequências econômicas. Enquanto a guerra continua sem perspectiva de fim, os trabalhadores asiáticos precisam estar preparados para resistir a qualquer tentativa da classe dominante de fazê-los arcar com os custos.

Seis meses atrás, o Nepal estava no meio de um levantamento revolucionário, dirigido principalmente pela juventude. O odiado governo, que assassinou 77 manifestantes, foi deposto e o parlamento incendiado. Havia potencial para que trabalhadores e jovens nepaleses tomassem o poder em suas próprias mãos, mas a ausência de um direção genuinamente revolucionária impediu que o movimento desenvolvesse objetivos claros. O poder passou para as mãos de um governo interino, e o povo foi orientado a se manter firme até as eleições de março.

O camarada Ehsan Ali, presidente do Comitê de Ação Awami de Guilguite-Baltistão e dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR) do Paquistão, foi preso na noite de 10 de março em sua casa em Guilguite, durante uma operação policial. Após isso, as casas de vários outros dirigentes do Comitê de Ação foram alvo de buscas e a polícia prendeu mais quatro pessoas: Nusrat Hussain, Mehboob Wali, Nafees Advocate e Mehar Ali. Eles são acusados ​​de organizar uma reunião da direção do Comitê de Ação durante um jantar de iftar [segunda refeição do dia durante o Ramadã – NdT], com o objetivo de discutir o funcionamento do comitê e planejar os próximos protestos contra o saque e a

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Enquanto analistas discutem sobre os preços de petróleo e fazem seus cálculos geopolíticos, a realidade da guerra no Oriente Médio não é medida em gráficos, mas em vidas humanas. Em apenas alguns dias, mais de mil pessoas foram mortas. Entre elas, 165 meninas, estudantes da educação básica, e os funcionários também morreram, em ataques à infraestrutura civil no Irã.

Para marcar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, neste 08 de março, republicamos a análise marxista de Fred Weston sobre as origens da opressão das mulheres e suas raízes no nascimento da sociedade de classes. Este artigo foi originalmente publicado na edição nº 41 da revista In Defence of Marxism — a revista teórica trimestral da Internacional Comunista Revolucionária.

Em 4 de março, o Secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, visitou a Venezuela. O motivo da visita? Burgum, além de ser Secretário do Interior, lidera o recém-criado Conselho Nacional de Dominação Energética, um conselho criado por Trump com o objetivo de garantir "que os Estados Unidos sejam o país dominante em questões energéticas."

Vários países da América Latina estão cancelando os programas de auxílio médico que recebem de Cuba, após a pressão contínua dos EUA para estrangular a ilha. Enquanto os EUA incendeiam o Oriente Médio, denunciam as 'atrocidades' cometidas por uma das principais exportações de Cuba: a saúde.

Embriagado pelo êxito na Venezuela, Trump pensou que os mesmos métodos poderiam ser usados ​​para forçar o Irã à submissão. Ou uma força naval ameaçadora cercando o país levaria à capitulação, ou um ataque de decapitação rápido e certeiro produziria uma mudança de regime através da ascensão de uma nova liderança disposta a acatar as exigências imperialistas (uma "Delcy em Teerã", como alguns dizem).