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Este artigo foi publicado originalmente em 14 de janeiro de 2026. A situação entre os EUA e a Groenlândia desenvolveu-se muito rapidamente e, portanto, partes deste artigo podem ter se tornado defasadas por conta dos acontecimentos. E, no entanto, ao analisar as razões de Trump para querer a Groenlândia, e a hipocrisia da classe dominante dinamarquesa – que teme perder a sua posse colonial – este artigo continua a ser útil na compreensão dos processos gerais que estão se desenrolando a bom ritmo.

Duas semanas após agentes do ICE em Minneapolis assassinarem a manifestante Renee Good, o movimento que surgiu em resposta à sua morte continua ganhando força. No epicentro dos protestos de George Floyd em 2020, manifestantes entraram em confronto com a polícia e agentes do ICE. Trabalhadores comuns estão se organizando e traçando estratégias para proteger seus vizinhos e colegas de trabalho, e a ideia de uma greve geral na cidade conquistou a imaginação de uma parcela crescente da população. Isso diz muito sobre o clima de indignação de classe que permeia a sociedade americana, enquanto a

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O desejo de Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia e seus recursos colocou o imperialismo americano em conflito com a Europa. Isso coloca Starmer em um dilema, enquanto ele e o establishment britânico tentam um delicado e insustentável jogo de equilíbrio.

Quando o presidente Rodrigo Paz promulgou o Decreto Supremo 5503 na véspera de Natal, certamente pensou que a sequência de feriados de fim de ano impediria os protestos que inevitavelmente se seguiriam. Além disso, o fato de ter agrupado uma série de medidas econômicas profundamente impopulares no mesmo decreto, que incluía, de forma proeminente, a eliminação dos subsídios aos combustíveis, causou inicialmente alguma hesitação, visto que a população, em geral, aceitava o argumento de que se tratava de uma medida necessária. Acrescentaríamos a ressalva de que é uma medida necessária sob o capitalismo.

Notícias veiculadas pela imprensa em 14 de janeiro revelaram que os Estados Unidos já estão procedendo à venda de petróleo venezuelano e controlarão o dinheiro arrecadado. Trata-se de um ultrajante acordo semicolonial que concede a Trump o controle sobre os recursos de um país formalmente soberano. Qual a resposta do governo venezuelano a essa chantagem?

Rosa Luxemburgo foi uma notável revolucionária marxista, que desempenhou um papel fundamental na luta contra a degeneração oportunista da social-democracia alemã e na fundação do Partido Comunista Alemão. Infelizmente, no entanto, alguns de seus escritos e discursos são frequentemente usados para criar uma imagem completamente falsa do que ela representava, apresentando-a como uma oponente de Lênin e dos bolcheviques.

Desde 3 de janeiro e o ataque criminoso do imperialismo norte-americano à Venezuela, os camaradas da Internacional Comunista Revolucionária (ICR) têm estado nas ruas e nos meios de comunicação, enfatizando que somente a resistência organizada da classe trabalhadora tem o poder de pôr fim ao imperialismo.

Os abutres imperialistas ocidentais estão rondando o regime iraniano. Donald Trump já ameaçou intervir no Irã três vezes desde o início dos protestos. Enquanto isso, o Estado israelense enviou mensagens ameaçadoras através da conta do Mossad em farsi no X, incluindo: “Vamos às ruas juntos. Chegou a hora. Estamos com vocês. Não apenas de longe e em palavras. Estamos com vocês também no terreno”.

Os eventos na Venezuela estão se desenrolando em ritmo acelerado após o ataque de 3 de janeiro e o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Os EUA estão agindo rapidamente para assumir o controle da Venezuela e de seus recursos naturais, enquanto o governo venezuelano parece relutante ou incapaz de reagir. Naturalmente, muitas perguntas estão sendo feitas.

A chegada do ano de 2026 não foi saudada pelo estouro de garrafas de champanhe, mas pelo som alegre de explosivos e luzes brilhantes que iluminaram as ruas adormecidas da capital venezuelana, proporcionando aos seus afortunados habitantes um espetacular show de fogos de artifício, totalmente gratuito, no meio da noite.

Em janeiro de 2025, o escritor italiano Ezio Gavazzeni reabriu um caso arquivado e horripilante ao apresentar uma denúncia à promotoria de Milão. O caso envolvia indivíduos ricos que viajaram para a Bósnia durante o cerco de Sarajevo e pagaram altas quantias em dinheiro para terem permissão de atirar em civis inocentes. Apenas por "diversão".

A agressão imperialista comandada por Trump na Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o bombardeio de instalações militares e civis em Caracas e outras cidades, o assassinato de mais de 80 pessoas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, é expressão consciente de uma política de dominação dos EUA que, no atual momento de disputa imperialista entre EUA e China, recorre abertamente à coerção militar, à chantagem econômica e à mentira sistemática. Sob o pretexto cínico do combate ao “narcoterrorismo” e da defesa da “democracia”, Washington busca restabelecer seu controle sobre riquezas naturais na região, em detrimento de seus rivais China e

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