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Em 27 de novembro, o presidente Pedro Castillo foi condenado a 11 anos, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de conspiração visando uma rebelião, após seu anúncio (em 7 de dezembro de 2022) de dissolução do parlamento, reorganizar o sistema judiciário e convocar uma Assembleia Constituinte.

Já se passaram cinco meses desde o início de uma mobilização militar sem precedentes dos EUA no Caribe, com o objetivo de intimidar a Venezuela e também a Colômbia. Mais de 80 pessoas já foram mortas em ataques criminosos contra pequenas embarcações, que Washington alega serem de narcotraficantes. Mas, até agora, o objetivo de Trump – a mudança de regime na Venezuela – não foi alcançado. O que vem a seguir?

Trotsky já advertia em 1940 que a tentativa de resolver o “problema judaico” na Europa através da expropriação dos palestinos seria uma “armadilha sangrenta”. Essas palavras soam verdadeiras até hoje. Mas a verdadeira história de Israel-Palestina foi enterrada sob uma montanha de falsificações.

Que palavra conecta uma das obras teóricas mais famosas de Lênin a cereais de supermercado e microchips de silício; e a um popular jogo de tabuleiro doméstico, desenvolvido no início do século XX? A pista está no título: monopólio.

Militantes da Internacional Comunista Revolucionária de vários estados do Brasil se reuniram em São Paulo para um congresso convocado de forma emergencial. Seu propósito foi fundar uma nova seção brasileira da Internacional e realizar uma escola de quadros. Dezenas de delegados que haviam sido eleitos previamente em plenárias regionais tomaram parte nos trabalhos de 20 a 23 de novembro e iniciaram uma nova fase na história da ICR no Brasil.

A última rodada de negociações da COP, concluída na semana passada, terminou tal como poderíamos ter previsto. O acordo final não contém qualquer menção direta aos combustíveis fósseis e é um compromisso vago e puramente voluntário de “iniciar a discussão” sobre um roteiro para em algum momento eliminar gradualmente o seu uso. Mais do que nunca, a COP não é um “fórum de discussão”, mas um ponto focal para a raiva das massas face à inépcia da classe dominante. Pior ainda, esta farsa tornou-se um insulto anual.

Quando Donald Trump se tornou o 47º presidente dos Estados Unidos, ele não assumiu o comando de um país em ascensão, mas sim de um país que havia entrado em um período de relativo declínio. Seu slogan "América Primeiro" e a promessa de acabar com as "guerras intermináveis" foram mensagens extremamente populares, mas também um reconhecimento de que os EUA não podem mais dominar o mundo como antes.

A história do capitalismo está repleta de bolhas: períodos em que investidores excessivamente entusiasmados despejam seu dinheiro em empreendimentos que, em última análise, não valem nada – da mania das tulipas na Holanda, na década de 1630, aos frenesis dos Mares do Sul e do Mississippi em 1720, até a atual febre das criptomoedas.

Em 17 de novembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou a favor de uma resolução que dará prosseguimento ao plano de "paz" de Donald Trump para Gaza. Mas o que se estabeleceu até agora nesta primeira fase não foi a "paz eterna" alardeada por Trump, mas sim a continuação da matança, ainda que em menor intensidade, por enquanto, e uma partilha criminosa do território.