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Em janeiro de 2025, o escritor italiano Ezio Gavazzeni reabriu um caso arquivado e horripilante ao apresentar uma denúncia à promotoria de Milão. O caso envolvia indivíduos ricos que viajaram para a Bósnia durante o cerco de Sarajevo e pagaram altas quantias em dinheiro para terem permissão de atirar em civis inocentes. Apenas por "diversão".

A agressão imperialista comandada por Trump na Venezuela na madrugada de 3 de janeiro, com o bombardeio de instalações militares e civis em Caracas e outras cidades, o assassinato de mais de 80 pessoas e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada Cilia Flores, é expressão consciente de uma política de dominação dos EUA que, no atual momento de disputa imperialista entre EUA e China, recorre abertamente à coerção militar, à chantagem econômica e à mentira sistemática. Sob o pretexto cínico do combate ao “narcoterrorismo” e da defesa da “democracia”, Washington busca restabelecer seu controle sobre riquezas naturais na região, em detrimento de seus rivais China e

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Em 29 de dezembro, a moeda iraniana, o rial, atingiu uma mínima histórica em relação ao dólar, desencadeando uma onda de protestos em Teerã, com grandes passeatas pelas principais ruas entoando palavras de ordem como: “Fechem, fechem!”, “Morte ao ditador!”, “Morte aos preços altos!” e “Esta é a mensagem final; o alvo é todo o regime”.

A criminosa incursão militar dos EUA na Venezuela e o sequestro de um chefe de Estado estrangeiro em exercício é a primeira manifestação prática da nova Estratégia de Segurança Nacional de Trump. Washington está determinado a estabelecer seu domínio sobre o Hemisfério Ocidental, que considera seu quintal, e a expulsar da região quaisquer "atores não hemisféricos", principalmente a China.

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, foi alcançado um novo patamar no histórico de crimes do imperialismo norte-americano contra a Venezuela e a América Latina. A força aérea estadunidense realizou um bombardeio selvagem sobre Caracas e outras cidades venezuelanas. Essa ação ocorreu depois de quatro meses de provocações abertas, com o envio de 20% das forças navais estadunidenses para o Caribe, do assassinato extrajudicial de mais de cem civis em águas internacionais por meio de bombardeios de pequenos barcos que supostamente transportavam drogas, do fechamento unilateral do espaço aéreo venezuelano, da incursão constante de aeronaves dentro de nosso espaço aéreo, do bloqueio naval e

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Às 2h da manhã, horário de Caracas, o imperialismo norte americano lançou um ataque militar criminoso em solo venezuelano. Há relatos de cerca de seis grandes explosões na capital, Caracas. Também ocorreram ataques militares em El Higuerote, Miranda, La Guaira e Aragua. Helicópteros militares norte americanos foram vistos sobrevoando Caracas. Trump anunciou que Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do país. Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva da Venezuela, confirmou a informação. Isso é tudo o que se sabe até o momento.

Revoluções, greves gerais, guerras, assassinatos e colapsos de governos. Esses foram alguns dos temas que definiram 2025, um desses anos que parecem concentrar décadas.

No dia 16 de dezembro, o presidente dos EUA, Trump, usou as redes sociais para anunciar “UM BLOQUEIO TOTAL E COMPLETO DE TODOS OS PETROLEIROS SANCIONADOS que entrem ou saiam da Venezuela”. No dia seguinte, o mundo foi inundado por rumores de que ele declararia guerra à nação sul-americana. Isso representa mais uma escalada na campanha de intimidação imperialista contra o país rico em petróleo, que já dura cinco meses. A bem da verdade, o regime dos EUA já está em guerra com a Venezuela.

Mais de 100 mil pessoas tomaram as ruas da capital búlgara em manifestações em massa lideradas por jovens contra o regime corrupto e mafioso. Embora os protestos tenham sido inicialmente desencadeados pela proposta de orçamento para 2026 – que o governo retirou rapidamente em 2 de dezembro –, eles não cessaram. Pelo contrário, ganharam força e forçaram a renúncia do governo apenas nove dias depois!

A Revolução Bolivariana da Venezuela foi um momento decisivo na história da luta de classes. Foi um raio de luz nos anos sombrios que se seguiram ao colapso do stalinismo. Muito antes da crise financeira de 2008, do Occupy (nota do tradutor: movimento de ocupação de praças em 2011 contra Wall Street e o 1% mais rico da população), do BLM [Black Lives Matter, movimento Vidas Negras Importam] ou da ascensão de Sanders ou Mamdani, a Revolução Bolivariana deu credibilidade ao anticapitalismo, ao anti-imperialismo e ao socialismo.

No final de novembro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, sob pressão das massas, se viram obrigados a aprovar por unanimidade a isenção do Imposto de Renda para quem ganha menos de R$ 5 mil, e quem está na faixa de R$ 5 mil até R$ 7.350 receberá descontos proporcionais. Lula sancionou a lei imediatamente após a aprovação nas duas casas. Para compensar a renúncia fiscal, isto é, o valor que deixará de ser arrecadado, o governo propõe a taxação dos super-ricos. A estimativa é que os trabalhadores isentos do IR economizem cerca de R$

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“Essa decadência intelectual atingiu seu ponto mais baixo nas figuras dos líderes políticos da Europa. Eles conduziram este continente, outrora poderoso, diretamente a um abismo de declínio econômico, cultural e militar, reduzindo-o a um estado de completa impotência.

Estamos no dia 28 de novembro, uma tarde de sexta-feira. A sede do Partido Comunista Revolucionário (PCR) em Estocolmo está super movimentada. Pilhas de caixas de livros estão organizadas em filas, que são organizadamente coletadas pelos camaradas da célula universitária do PCR de Estocolmo, utilizando dois carrinhos para a tarefa. Em outras salas, pessoas estão ensaiando suas contribuições para a discussão do fim de semana, alguns preparando artigos – visitantes de outras cidades estão conhecendo o local.