Taiwan: Fundação do Partido Comunista Revolucionário de Taiwan – rumo à revolução do Leste Asiático e do mundo! Share TweetEm um fim de semana profundamente histórico, quase 20 comunistas revolucionários e simpatizantes de toda Taiwan, juntamente com camaradas do Centro Internacional da Internacional Comunista Revolucionária em Londres, reuniram-se em Taipei para uma série de discussões intensas, rigorosamente organizadas e politicamente enriquecedoras. Essas discussões não só elevaram o nível teórico dos camaradas, como também definiram uma direção mais clara e voltada para o futuro para o nosso trabalho internacional e em Taiwan.Na manhã do primeiro dia, foram lidas saudações de mais de 20 seções da Internacional para o congresso, sendo especialmente comoventes as mensagens em vídeo da Grã-Bretanha, Dinamarca e Finlândia. Os camaradas assistiram então a um vídeo retrospectivo do nosso próprio trabalho conjunto em Taiwan.Desde o início, quando havia apenas dois ou três camaradas, através de organização paciente, estudo sólido e luta incansável, a organização cresceu até a sua dimensão atual. Esta é uma conquista pela qual cada camarada pode erguer a cabeça com orgulho.O congresso começou com uma poderosa introdução sobre as Perspectivas Mundiais, apresentada pelo representante da Internacional. Sobre as Perspectivas Mundiais, ele enfatizou que não se trata de memorizar notícias diárias, mas sim de identificar as forças por trás delas.O crescente caos do mundo atual não se deve a um aumento de eventos acidentais, mas sim ao fato do capitalismo ter chegado a um impasse. Os lucros estão diminuindo, a concorrência se intensifica e as grandes potências recorrem a guerras tarifárias, ameaças militares e guerras por procuração para tomar mercados e recursos, exportando crises e impondo os custos à classe trabalhadora. A chamada "ordem internacional baseada em regras" só existe na medida em que serve aos interesses dos mais fortes.Isso também nos lembra que não podemos, como os principais partidos burgueses em Taiwan, reduzir tudo à escolha de um lado ou a manobras diplomáticas. A alta dos preços, os baixos salários, a desigualdade crescente e até mesmo o risco cada vez maior de guerra nunca foram "exceções" exclusivamente taiwanesas. São o resultado concreto da crise capitalista global tomando forma em Taiwan.Somente inserindo Taiwan em um contexto internacional mais amplo, compreendendo como a concorrência imperialista, os conflitos comerciais e a mobilização para a guerra permeiam nosso cotidiano, poderemos realmente entender a situação crítica de Taiwan e as possibilidades que emergem dela.Como os camaradas observaram na discussão subsequente sobre as perspectivas para Taiwan: em Taiwan, o tecido social está sendo dilacerado. Crises se acumulam, a pressão do custo de vida continua a aumentar e a turbulência política se intensifica.Na superfície, as disputas diárias giram em torno dos campos Azul, Verde e Branco (as cores dos três principais partidos políticos de Taiwan), unificação versus independência e manobras eleitorais. Mas abaixo da superfície, o que realmente está fervendo são as contradições de classe: os salários não acompanham os preços, o aumento vertiginoso dos custos de moradia consome o futuro de toda uma geração, os sistemas de bem-estar social caminham para o colapso e a sensação de segurança dos trabalhadores se esvai gradualmente.O chamado "crescimento econômico" não melhorou a vida da maioria das pessoas. Ele apenas permitiu que conglomerados e grandes corporações obtivessem lucros enormes, enquanto transferiam os custos e os riscos para os ombros dos trabalhadores e da juventude.Fotos do Instagram do PCR de TaiwanO Partido Democrático Progressista, no poder, disfarça sua incapacidade de atender às necessidades das massas com a linguagem da segurança nacional e do confronto com a China; o Kuomintang (Partido Nacionalista) mascara sua impotência com teatro parlamentar; e o mito da “terceira força” do Partido Popular de Taiwan desmoronou em meio a escândalos e negociações políticas nos bastidores do parlamento. A política burguesa, em sua totalidade, assemelha-se a um circo interminável: ensurdecedor, porém incapaz de resolver os problemas reais de alguém.Contudo, como um camarada concluiu incisivamente no resumo final: o que as massas querem não são novas palavras de ordem vazias, mas uma saída para a crise atual. Quando a velha ordem não tem mais a capacidade, muito menos a vontade, de assumir a responsabilidade de impulsionar a sociedade para frente, a insatisfação da classe trabalhadora e da juventude não pode ser suprimida indefinidamente.A questão da explosão social que se avizinha não é “se ela vai eclodir”, mas “de que forma ela vai eclodir”, e se estamos preparados para reconhecê-la, participar dela e dirigí-la. Este foi precisamente o tema central da discussão sobre a construção da organização, realizada no segundo dia do congresso.Nessas discussões, chegamos a uma conclusão comum: a crise de Taiwan não é acidental, mas sim resultado do impasse do sistema capitalista – e, além disso, é uma crise de liderança e organização revolucionárias, que são as únicas capazes de apontar o caminho a seguir. Embora nossa filiação tenha crescido de um pequeno grupo para dezenas de membros, devemos reconhecer honestamente que, em uma sociedade de 24 milhões de pessoas, ainda somos uma gota no oceano. Há um longo caminho a percorrer antes que possamos desempenhar um papel decisivo na condução dos acontecimentos.Por essa razão, as resoluções enfatizaram a necessidade de romper com o amadorismo dos pequenos círculos e priorizar a construção do partido. Devemos expandir nossas fileiras, treinar quadros, aprofundar nossa compreensão da teoria marxista e estabelecer um trabalho disciplinado e rotineiro. Além disso, devemos realizar mais reuniões presenciais, politizar as finanças, manter a venda regular de jornais, romper com o substitucionismo e lutar para garantir nosso primeiro revolucionário em tempo integral. Abrimos caminho – mas a vitória não cairá do céu. Ela só pode ser construída, tijolo por tijolo, e conquistada através da luta. Ao término do congresso, todos os camaradas apresentaram, por unanimidade, uma moção de emergência, a moção final de A Faísca – Comunistas Revolucionários de Taiwan: reorganizar-se formalmente como o Partido Comunista Revolucionário de Taiwan. Na presença de um representante da ICR, este congresso marcou o renascimento de nossa organização – transformando-a de um coletivo amador e informal em um partido revolucionário determinado a liderar as massas na vitória da luta de classes. Como disse o representante da ICR em seu discurso de encerramento: não pretendemos ser espectadores da história, mas sim uma força subjetiva da revolução.Em diferentes idiomas, cantamos com paixão A Internacional. No passado de Taiwan, muitos estudantes e trabalhadores enfrentaram brutal repressão e foram massacrados pelo regime ditatorial de Chiang Kai-shek, por sua devoção à causa da revolução proletária. O Partido Comunista Revolucionário de Taiwan levará adiante seu legado, lutando ombro a ombro com os camaradas da Internacional Comunista Revolucionária para derrubar o capitalismo.Que a revolução internacional chegue a Taiwan!Que Taiwan entre na revolução internacional!Trabalhadores do mundo, uni-vos!Temos um mundo a conquistar!