Fora Claudio Castro! Precisamos responder à megachacina nas ruas!

No dia 28 de outubro de 2025 ocorreu a maior chacina protagonizada por forças policiais na história do Estado do Rio de Janeiro. Os números e imagens de corpos espalhados em fila pelo chão chocaram todo o Brasil, alimentando um sentimento de revolta que ultrapassou os diretamente afetados para chegar em amplos setores do movimento social organizado, que estão planejando manifestações nas ruas para os próximos dias.

Todos aguardam agora qual será a resposta do governo Lula, que Cláudio Castro fez questão de apontar o dedo em entrevista como sendo o principal responsável, por omissão à situação da segurança pública do Rio de Janeiro, para a realização da “megaoperação”.

Não param de chegar denúncias à ouvidoria da Defensoria Pública de policiais cheios de ódio que espancam crianças e mulheres grávidas, que atiram intencionalmente contra residências por ar e por solo, incendeiam casas, torturam e executam suspeitos, entre outras práticas que dariam inveja à extinta SS nazista em suas batidas contra bairros judeus.

O esperado pela população é que em breve nas ruas dos complexos de favelas da Penha e do Alemão volte a imperar a lei de facção “combatida”. Ela sabe que o Comando Vermelho irá retomar o controle porque parte do aparelho de repressão do Estado, digamos, “lucra” ao ceder território para suas mais variadas atividades. Sobre isso o governador se cala.

A que serviu a operação, afinal? Um dos objetivos está exposto no resultado, que foi exterminar o máximo possível de suspeitos por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.

No entanto, este serviu a outro principal, que é a tentativa de Claudio Castro se promover como um dos principais representantes da política de “lei e ordem” no Rio de Janeiro, que tem como seu líder máximo no cenário internacional o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e no Brasil a família Bolsonaro.

Só a chacina do dia 28 de outubro já bastaria para que em qualquer democracia burguesa minimamente razoável o governador, que organizou e liderou a imposição de um estado de exceção, fosse no mínimo processado e provavelmente preso. Mas por que os organizadores de chacinas não são presos e, se dependermos das instituições falidas dessa república, continuarão soltos?

Pois a classe capitalista não tem em mãos uma solução para o problema econômico. Como diria o ditado, o que não tem solução solucionado está. Existe uma divisão entre a burguesia brasileira sobre como lidar com a segurança pública: se com chacinas ou com serviços públicos e “inteligência” policial.

No Rio de Janeiro, uma das frações da burguesia tem dominado a cena política nas últimas décadas. Exatamente a de Cláudio Castro e dos Bolsonaro, filiados ao Partido Liberal (PL). Todos estes políticos usam as operações para animar sua base.

Eduardo Paes, atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro, desponta nas pesquisas como favorito para ser o próximo governador, e é o principal representante da outra fração burguesa. Lula e a esquerda eleitoreira, com destaque para PT, PCdoB e PSOL, digladiam-se para decidir quem será o favorito da “fração democrática” que dará as mãos com Eduardo Paes no primeiro ou no segundo turno das eleições de 2026.

Com um Estado à beira da falência econômica, em recuperação fiscal, e sem perspectivas de melhora para a aplicação dos planos “democráticos”, parte da população tem apoiado os candidatos a césares que se alternam nas eleições.

A fração “democrática” da burguesia, sem conseguir animar a população com promessas demagógicas de melhora nos serviços públicos, nunca se viu tão perto do governo do Estado, com Eduardo Paes. O atual prefeito do Rio de Janeiro, com grande habilidade política, reestruturou recentemente o à beira do colapso do sistema de transporte no Rio de Janeiro, estatizando parte dele, o que elevou muito a sua popularidade.

Para a classe trabalhadora só resta a organização independente. Por isso, nos juntamos à convocatória dos movimentos sociais para manifestações de rua para derrubar Cláudio Castro e exigir sua prisão, assim como a punição de todos os responsáveis e assassinos que participaram da “megaoperação". Esse é o caminho que se apresenta para a auto-organização da classe trabalhadora.

  • Prisão a todos os organizadores e responsáveis pela megachacina!
  • Fim da Polícia Militar!
  • Fim do extermínio da juventude negra e proletária! Vidas negras importam!
  • Fora Cláudio Castro!

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